quinta-feira, 14 de março de 2013

O Hospital Sanatório Partenon comemora seus 62 anos com atividades alusivas ao Dia Mundial de Luta Contra a Tuberculose


O Hospital Sanatório Partenon preparou atividades que serão desenvolvidas com a comunidade na próxima segunda-feira, 18 , dia em que se iniciam em todo estado, as atividades alusivas ao Dia Mundial de Luta Contra a Tuberculose, comemorada em 24 de março.

A partir das 14 horas,  uma roda de conversa sobre as histórias pitorescas vivenciadas por ex-funcionários e ex-pacientes  do Hospital dará inicio às comemorações que seguirá com apresentação artística de funcionários. Com início às 16 horas, roupas confeccionas pelo Clube de Reciclagem do Morro da Cruz serão  exibidas pelos pacientes do hospital  em um desfile de modas. Durante toda a  tarde haverá exposição de artesanato no local.
O Hospital já teve dentro da comunidade do Partenon e de todo o Estado, um papel muito mais importante que tem hoje,  na época em que a Tuberculose era tratada quase  que na totalidade  dos casos em ambiente hospitalar. Apesar de atualmente a  realidade ser outra, o Sanatório Partenon continua com ação ininterrupta desde  sua fundação, em 1951, no combate a Tuberculose. A coordenadora do Programa Estadual de Controle de Tuberculose e diretora técnica do Hospital, a médica Pneumologista Carla Jarczewski ressaltou que “é muito importante estabelecermos uma interface com a comunidade, com a sociedade civil organizada, porque nós dos serviços de saúde não damos e não daremos conta dessa epidemia chamada Tuberculose em decorrência do perfil do paciente que é atendido pelas equipes de saúde. Precisamos do auxílio da comunidade para vencer os obstáculos e conseguirmos o maior número de casos e r principalmente, curar os diagnosticados.”
A  mobilização para o  controle da TB em datas especiais intensificam as informações sobre a doença e facilitam o acesso para os novos diagnósticos. No entanto, para diretora da instituição  e coordenadora do  Programa Estadual “a luta pelo combate à Tuberculose deve ser contínua  pelas equipes da Estratégia  de Saúde da Família, atenção básica, e qualquer outro serviço de saúde em poder estar identificando o tossidor  e poder estar encaminhando para o diagnóstico.

A Tuberculose no Brasil e no Rio Grande do Sul nunca deixou de ser um problema de saúde pública, apesar de, no período de 1976 a 1986, ter havido um decréscimo no número de casos mostrando que a doença estava controlada. No entanto, uma série de motivos, entre eles o surgimento da AIDS fez regredir os indicadores e hoje, temos uma situação bem preocupante. No RS, em 2011, 6,5 mil casos foram notificados. Destes, mais de 5 mil eram casos novos, ou seja, era a primeira vez que o paciente estava tendo a  Tuberculose, e desses pacientes notificados pelo Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), em torno de 600 evoluíram para óbito.

TRANSMISSÃO DA TB
A Tuberculose é causada por um bacilo (Koch). A transmissão da doença é via aérea, ou seja basta uma pessoa estar tossindo, falando, espirrando, fazendo um aerossol com o bacilo que o indivíduo que está próximo poderá inalar e vir a se contaminar com o bacilo da Tuberculose. Das pessoas que têm contato com o bacilo apenas um terço delas ficarão  infectadas, e dessas somente de 5 a 10% dos indivíduos desenvolverão a doença.

TRATAMENTO DA TB
Qualquer pessoa com tosse, sendo ela seca ou encatarrada, por mais de três semanas deve procurar o posto de saúde mais próximo para fazer uma investigação dos sintomas.  Junto com a tosse o paciente pode apresentar emagrecimento, febre baixa, principalmente ao entardecer e  falta de apetite. O usuário ao receber o diagnóstico da Tuberculose começa a tratar e tomar os medicamentos fornecidos pelo posto de saúde e faz seu tratamento ambulatorial. O tratamento da Tuberculose dura no mínimo seis meses. A partir do 15º dia do uso adequado dos medicamentos o paciente deixa de ser uma fonte de infecção, seja no domicílio, no seu ambiente de trabalho ou na comunidade.

Um problema muito recorrente é que o paciente pelo terceiro mês já está sem sintomas, ou seja , ele se sente bem, tem muitas vezes a ilusão de já estar curado e a partir daí deixa de tomar a medicação, não retorna para retirar sua medicação , ou ainda leva a medicação para casa e não a ingere de forma correta. Além de permanecer sendo uma fonte de transmissão da doença, os bacilos que estão no interior dos pulmões, ou noutro órgão desse paciente vão se tornar resistentes ao esquema básico de tratamento que tem duração de seis meses. O paciente poderá voltar a adoecer com os bacilos já resistentes no esquema de tratamento por uso irregular do primeiro esquema medicamentoso e a partir daí será necessário fazer outro tratamento que  dura, no mínimo , de 18 a 24 meses. Durante os primeiros seis meses, desse novo esquema, a medicação  é injetável, aumentando o custo do tratamento e dificultando ainda mais a adesão. Dra carla Jarczewski afirma: “é muito importante o paciente saber que ele precisa completar o tratamento. Somente o médico tem condições de dar alta no posto.”
 
Lia Magalhães
Assessoria de Comunicação Social
Departamento de Coordenação dos Hospitais Estaduais
Secretaria Estadual da Saúde
Tel. 3339.2389 ramal 1304 - Cel. 84052509
Av. Bento Gonçalves, 2460 - B. Partenon
 

terça-feira, 5 de março de 2013

Ambulatório de Dermatologia Sanitária orienta sobre Doenças Sexualmete Transmissíveis


O Ambulatório de Dermatologia Sanitária da Secretaria Estadual da Saúde iniciou nesta segunda-feira (4) atividades alusivas ao dia Internacional da Mulher, comemorado no dia 08 de março. Em uma roda de conversa, orientada por profissionais do ADS, mulheres abordaram questões sobre Doenças Sexualmente transmissíveis (DSTs) e outras questões de saúde sexual (HIV/AIDS) e reprodutiva. A ação se repetirá na próxima quarta-feira (6) e quinta-feira (7) das 9 às 11h, no auditório da instituição, Avenida João Pessoa, 1.327, em Porto Alegre.
 As ações culminarão na sexta-feira (8),quando serão disponibilizadas , das 8 às 16h, sem interrupção ao meio-dia, 100 fichas para o aconselhamento  e  realização de testes rápidos  para  HIV e sífilis, quintuplicando o atendimento de rotina do Ambulatório. O resultado dos exames será disponibilizado em meia-hora. Nos casos da detecção e identificação de doenças, haverá o acompanhamento e  encaminhamentos  necessários a rede.

A população feminina merece atenção especial para a detecção da  Sífilis, DST/HIV  e AIDS  cuja a vulnerabilidade  é elevada. A Região Sul apresenta uma taxa de detecção de HIV em  gestante superior à média nacional de aproximadamente cinco casos por mil nascidos vivos. Desde 1983 quando o primeiro caso de AIDS do País  foi detectado  no RS,  as estatísticas mostravam que esta era uma doença que se  destacava na população masculina. Nestes 30 anos, o acréscimo de casos de AIDS na população feminina alterou as estatísticas  e hoje, no Brasil, temos 1,7 casos de homens para cada caso em mulher.
O Rio Grande do Sul é o estado da federação que  apresenta o índice mais elevado de casos de AIDS com 30,9 para 100 mil habitantes ( a incidência nacional na população geral é de 20,2 por 100 mil  habitantes). Porto Alegre é a capital do país  com maior incidência  de casos , sendo cinco vezes maior que o índice nacional   com 95,3 por 100 mil habitantes . O Estado também é o campeão nos casos de mortalidade por AIDS com taxa de 11,1  sendo maior que o índice nacional de 5,6 por 100 mil habitantes.



Lia Magalhães
Assessoria de Comunicação Social
Departamento de Coordenação dos Hospitais Estaduais
Secretaria Estadual da Saúde
Tel. 3339.2389 ramal 1304 - Cel. 84052509
Av. Bento Gonçalves, 2460 - B. Partenon