HCI


Hospital Colônia Itapuã
Rodovia Frei Pacífico, s/n - Viamão

CEP 94750/992.
Telefone: 34948022/8055/8122
e-mail: hci@saude.rs.gov.br


Diretora Administrativa: Dra. Marilia Kraemer Gehlen

Responsável Técnico:

História

O Hospital Colônia Itapuã (HCI) surgiu em 11 de maio de 1940, atendendo a uma política de saúde pública que segregava indivíduos portadores de Hanseníase. Localizado em uma área de 1251 ha, distante 58 km da Capital, era responsável por atender toda a população do Estado do Rio Grande do Sul, recebendo ao longo de sua história 1.454 pessoas oriundas de diferentes localidades.

O avanço do tratamento da hanseníase, no decorrer dos anos 60, aboliu o internamento compulsório e possibilitou alta a muitos pacientes, que puderam retornar aos seus locais de origem ou direcionar-se para regiões onde não poderiam ser identificados como "leprosos". Vários sujeitos acabaram retornando ao Hospital Colônia Itapuã, principalmente por não conseguirem retomar novamente suas vidas fora da instituição.

Na década de 70, uma parte ociosa do Hospital transforma-se num Centro Agrícola de Reabilitação - CAR acolhendo cerca de 180 pacientes do Hospital Psiquiátrico São Pedro, constituindo uma unidade psiquiátrica que visava recuperar a saúde mental dos indivíduos originários da zona rural, através do trabalho agrícola.
Hoje, o Hospital Colônia Itapuã conta com cerca de 122 moradores-usuários - 82 com sofrimento psíquico e 47 ex-hansenianos, que têm assistência não só de moradia, mas também de uma política que visa o resgate da cidadania e a reintegração social destes sujeitos, tão marcados pelo preconceito e exclusão. Além disso, o Hospital atende a saúde da comunidade do entorno, cerca de 7.500 pessoas, da Vila de Itapuã e do município de Viamão.


Edificações

O Hospital Colônia Itapuã conta com um espaço físico bastante peculiar, muito diferenciado dos hospitais convencionais. Construído para isolar pessoas portadoras do Mal de Hansen e afastá-las do convívio nas cidades, o Leprosário caracteriza-se pelo extremo afastamento a que foram submetidas suas edificações, bem como os demais leprosários de todo o Brasil. Cercado por lagoas e altos morros, encontra-se hoje o protótipo de uma micro-cidade, que, em outro tempo, pretendeu completar as necessidades cotidianas de sujeitos fadados ao isolamento e ao destino institucional.

As edificações do HCI, preservadas ainda hoje, têm uma utilização bastante diversa, agregando não somente os "usuários moradores" (antigos pacientes) como também inúmeros projetos de assistência social e reinserção comunitária à sociedade.


Localização Geográfica

O Distrito de Itapuã é o mais meridional dos distritos, que compõem Viamão, no Estado do Rio Grande do Sul. Ocupa uma península banhada, a oeste, pelas águas do Guaíba, e ao sul, pela laguna dos Patos.

Esta "fronteira lacustre" tem uma extensão aproximada de 80 Km, e as regiões a leste e sudoeste são ocupadas por uma planície arenosa de formação recente e possuidora de extensos pantanais.

A ocupação do território de Itapuã está relacionada com a política portuguesa de distribuição de sesmarias no "Continente de São Pedro". A procedência desses sesmeiros, no período inicial, era Laguna, lugar de onde os lusos começavam a cercar e proteger a região frente aos espanhóis.

Nos anos 30 do século XVII, as autoridades lagunenses iniciaram a distribuição de sesmarias nos campos de Itapuã. Entre os primeiros contemplados registra-se o padre José Gomes, português de Laguna requereu e recebeu, em 1733, terras confrontando com o Guaíba, entre os morros do Junco e do Coco. A estância de Itapuã, como era denominada, foi vendida mais tarde ao luso Domingos Gomes Ribeiro.

Outro sesmeiro foi Antonio Lopes Cardoso, que recebeu as terras em função dos animais que criava nos campos de Itapuã, ao pé do morro "Santa Anna".
Em 1770, procurando resolver a situação dos açorianos que as guerras platinas haviam empurrado para Viamão, o governador José Marcelino mandou instalar em terras que sobraram da medição da estância de Itapuã, uma povoação para abrigar 60 casais. Era a povoação da Vila Real da Senhora Santana do Morro Grande. Faltando terras para o empreendimento, foram desapropriadas partes das fazendas lindeiras, principalmente da fazenda Itapuã. Santana do Morro Grande não progrediu em função da formiga e do solo muito arenoso. A maior parte de ilhéus acabaram se dispersando.

Estas terras, no entanto, transcendem os limites do atual distrito de Itapuã. Parte delas, formam hoje o distrito de Águas Claras, ao norte de Viamão.

Portanto, a sede de Itapuã, onde o distrito é hoje, teria surgido na metade do século XIX, com o povoado de Porto da Estância.

Porto da Estância era o escoadouro de uma área cujas propriedades produziam farinha de mandioca, polvilho, aves, laticínios, ovos, frutas e cachaça. Tinha grande contato lagunar com Porto Alegre.

A partir daí, desenvolve-se a vila, que está distante 12 Km do Hospital Colônia Itapuã.


Núcleo de Pacientes Institucionalizados

Unidade de Internação Hansenianos - UIH

A hanseníase doença conhecida milenarmente como lepra, é ainda um problema de saúde pública para países como Índia, Moçambique e Brasil. A Eliminação da doença significa reduzir seu índice de ocorrência a níveis muito baixos. No caso da hanseníase, isso quer dizer que a taxa de prevalência deverá ser de 1 caso para cada grupo de 10.000 habitantes. Detectar a doença é simples, basta observar se há a ocorrência de manchas na pele e perda de sensibilidade no local.

Unidade de Internação Psiquiátrica - UIP

O Centro Agrícola de Reabilitação - CAR, criado em 1971 no HCI, voltado para atender doentes mentais crônicos procedentes do Hospital Psiquiátrico São Pedro de Porto Alegre. O objetivo da época era oferecer a estes pacientes, atividades na área rural com a finalidade de reabilitação. Posteriormente foi trocado o nome de CAR para Unidade de Internação Psiquiátrica. Apesar de não serem feitas mais internações a denominação ainda permanece.